Paire nostre que siés dins lou cèu,
que toun noum se santifique,
que toun Règne nous avèngue,
que ta volonta se fague sus la terro coume dins lou cèu.
Douno nous vuei noste pan de cade jour,
perdouno nous nòsti dèute coume nous autre perdounan à nòsti debitour.
E fai que toumben pas dins la tentacioun, mai deliéuro nous dóu mau.
Que soun tiéu: lou Règne, lou Poudé e la Glòri, aro e pèr l'eternita.
Amen
Uma (re)colecção de textos de formato e extensão diversos - poesia, crónica, meditações avulsas, anotações diversas, flash fiction, excerptos de contos escritos e por escrever, memórias e auxiliares de memória, orações, manifestos de ciências imaginárias como por exemplo a Monte Cristologia, e outros exemplos de sabedoria e disparate.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Reflexões, 4 - As palavras dos outros
Ouço um árabe a falar e penso : só Allah sabe o que ele está a dizer.
Reflexões, 3 - Palavras antigas, palavras novas
Notícia TVI24 :
"Touradas perdem espetadores"
Dia histórico. Pela primeira vez, vejo o chamado novo acordo ortográfico a fazer algum sentido.
"Touradas perdem espetadores"
Dia histórico. Pela primeira vez, vejo o chamado novo acordo ortográfico a fazer algum sentido.
Bazar de textos I - Confissões de Uma Victima de Bullying Heterophobico
Percebi que era victima de Bullying Heterofóbico praí aos meus 14 anos, quando comecei a deixar crescer o bigode. Uns rapazes um pouco mais velhos do que eu riam-se ao olhar pra mim mas não eu não percebia porquê e ria com eles. "Eh, macho man", era como eles se referiam a mim. Perguntei ao meu pai que esteve na Guerra o que queria dizer aquilo e ele respondia-me "Caga nisso, Zé Manel, anda mas é fazer a barba e beber umas bejecas."Depois comecei a usar t-shirts de alças para realçar os músculos que tinha ganho a trabalhar nas obras no Verão, e...bem, eu gosto de moçoilas, daquelas em idade casadoira que o Sô Padre me disse para eu não olhar, e reparei que elas também olhavam para mim, mas o tal grupito de rapazes não me largava...diziam-me tipo : "És mesmo ridículo, pá ! Anda cá, ó Stallone ! Gostas é de mamas, não é ?? Palhaço ! Vai mas é pró ginásio, ó garanhão ! Quantas é que já comeste hoje? Ahaha ! Vai um bagacinho ?"E aquilo a modos que me revoltava...
Um belo dia estava no bar lá da colectividade a jogar snuker e coçar a tomatada entre cada tacada, como o meu pai me disse pra eu fazer que elas gostam, com os botões da camisa desabotoados e o meu medalhão da loja do chinês a brilhar ao peito, e passaram eles num BMW todo catita a fazerem-me gestos obechenos porque sabiam que o meu pai me tinha levado às putas, e faziam troça de mim outra vez..."Olha-me só o gajo, pá ! Parece um homem das cavernas...a gente ia jogar mas já não vamos porque o fedor de testosterona não se aguenta...pff...Olha lá, e quantas é que apalpaste na fila pra entrar pró Estádio da Luz, ó fodilhão ?" e pimba, eu não fui de modas, arrebentei-lhes a cremalheira toda. O que vale é que o meu padrinho e o chefe da esquadra tinham andado nos Fuzileiros e desenrascaram-me da cena.E prontos, sôra dotora psicóloga, foi assim...e deixe que lhe diga, vossemecê é cá uma potranca, que se eu fosse o touro de cobrição do meu tio Silvino nem sabe o que lhe fazia...
Reflexões, 2 - Livros & Línguas
Dos livros que tenho, um dos que mais gosto intitula-se "Symbolen van de Inka, Maya en Azteken", que comprei em Bruxelas em Janeiro de 2008. Em Holandês, que não falo nem leio, àcerca da linguagem escrita dos Maias e dos Aztecas, que pouquíssimos sábios conhecem - e mal.
E porque me fascina tanto um livro que não sou capaz de ler ? Precisamente porque não percebo nada do que lá está escrito ; folhei-o com o assombro do desconhecido ; como uma criança ; como um analfabeto - que quando não sabe ler vê os bonecos, com agravante de que não faço a mínima idéia do que os bonecos significam. Ponho-me a imaginar o que eles me estarão a querer dizer, pego nos símbolos, e invento uma língua completamente nova, sem palavras, para os percursos e coisas comuns do do dia-a-dia.
Porque nunca poderemos saber tudo, mantenho-o assim : numa atitude de pasmo e deslumbre com o desconhecido, para preservar o Mistério, sensação que nos falta em tempos de tanta ciência e certezas sobre tudo...
E porque me fascina tanto um livro que não sou capaz de ler ? Precisamente porque não percebo nada do que lá está escrito ; folhei-o com o assombro do desconhecido ; como uma criança ; como um analfabeto - que quando não sabe ler vê os bonecos, com agravante de que não faço a mínima idéia do que os bonecos significam. Ponho-me a imaginar o que eles me estarão a querer dizer, pego nos símbolos, e invento uma língua completamente nova, sem palavras, para os percursos e coisas comuns do do dia-a-dia.
Porque nunca poderemos saber tudo, mantenho-o assim : numa atitude de pasmo e deslumbre com o desconhecido, para preservar o Mistério, sensação que nos falta em tempos de tanta ciência e certezas sobre tudo...
Verdades Universais II
Desconfia de uma planta carnívora que se tenha tornado vegetariana.
Raimundo Vilanova Cabral
Raimundo Vilanova Cabral
Verdades Universais I
Uma dos inconvenientes de deixar se de beber é o de que as mulheres deixam de ser todas bonitas.
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