Uma (re)colecção de textos de formato e extensão diversos - poesia, crónica, meditações avulsas, anotações diversas, flash fiction, excerptos de contos escritos e por escrever, memórias e auxiliares de memória, orações, manifestos de ciências imaginárias como por exemplo a Monte Cristologia, e outros exemplos de sabedoria e disparate.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Bazar de textos IV - Astroteologia de ponta
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
São famosas, as palavras do Evangelho segundo São. João. Numa leitura que faço delas, considero que o Nascimento do Salvador (unindo Deus e a Humanidade, santificando-a) coroa a Criação de Deus. O Homem culmina a ordem natural das coisas e sendo o Advento de Jesus Cristo irrepetível, concluo que seria fútil buscar existência de vida noutros planetas. Cristo, o Deus-Homem, é o centro do Universo, e a Terra é o seu Ponto Fixo.
O Manifesto da Montecristologia - Princípios Gerais, I
A Montecristologia. O que é ? A primeira e mais directa definição é "a Arte e/ou Ciência de Leitura e Interpretação do Homem, da Sociedade, da Vida, do Mundo, do Universo e do Que Mais Houver".
Esta série de textos numerados será o seu manifesto, em que se propõe oferecer :
- um compêndio de moral e justiça
- um código de normas para a sociedade
- uma reflexão sobre a causa das coisas e possivelmente uma explicação
- um programa político
- um manual de navegação pelo rio que é a Vida
- um guia para a literatura e para a arte
//
Como decerto sabeis, eu sou o fundador da Monte-Cristologia, a Ciência e/ou Arte de leitura & interpretação da realidade do Mundo, do Ser Humano e do Universo e do que mais houver, à luz da imortal obra de Alexandre Dumas, père.
À guisa de demonstração da aplicabilidade desta novel theoria, não quero deixar de dar a conhecer ao mundo alguns dos seus inalteráveis princípios e axiomas :
- O Conhecimento humano pode ser condensado em 150 livros.
- É perfeitamente aceitável, até encorajado, conduzir más pessoas a comportamentos auto-destructivos.
- É perfeitamente legítimo enganar os que enganam.
- As relações amorosas entre pessoas do mesmo sexo são aceitáveis, vistas mesmo com simpatia e algum humor, desde que essas pessoas sejam do sexo feminino.
- Ser rico, à falta de melhor adjectivo, é bom.
- A cozinha italiana é a pior do mundo.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Conferência Solitária II - Bibliotecas Online, livre acesso
http://www.classicreader.com/
https://openlibrary.org/
http://www.gutenberg.org/ - Projecto Gutenberg
http://www.wdl.org/pt/ - World Digital Library
http://ebooks.nypl.org/FF2AAF2A-B4CB-4BB8-8F20-95F773642037/10/257/en/Default.htm
The New York Public Library
http://www.bartleby.com/
inclui
https://openlibrary.org/
http://www.gutenberg.org/ - Projecto Gutenberg
http://www.wdl.org/pt/ - World Digital Library
http://ebooks.nypl.org/FF2AAF2A-B4CB-4BB8-8F20-95F773642037/10/257/en/Default.htm
The New York Public Library
http://www.bartleby.com/
inclui
| The Harvard Classics |
| The Shelf of Fiction |
Conferência Solitária I - Studium Generale
Esta conferência dedica-se a registar o meu objectivo e plano de estudo na condição de autodidacta, enquanto não ingresso na universidade (e quiçá mesmo depois dela).
Chamo-lhe Studium Generale, o nome dado às universidades medievais, na convicção de que este método e plano é pouco qualificado/preparado, de acordo com o que diria o sistema, o ensino oficial. É, pois, algo primitivo, medieval ; na escolha dos temas e áreas, principalmente.
Mas que importa isso ? Alguém, para além de mim, se interessa ? Alguém iria ler estas palavras, para examinar esta conferência, para a qualificar, categorizar, no seu núcleo de interesses ? Faço tudo isto para mim, no doloroso prazer da solidão, da satisfação de que posso mandar às malvas quem eu quiser e quando quiser. O Studium Generale é uma das gratificações que tenho em realizar que estou só.
Eis pois as matérias que o compõem :
- Latim
- Alemão
- Problemas de Xadrez
- Música (Guitarra Clássica)
- Desenho
- Programa "Grandes Livros" ( do Cânone Ocidental )
No que diz respeito a avaliação/examinação, há formas de aferir a progressão na aquisição dos conteúdos. Há livros para isso, com provas e as respectivas soluções ; creio que há exames online ; há escolas onde me matricular ; e finalmente - no que toca à Música e ao Desenho, intuitivamente e por ouvido saberei se a coisa está ou não bem feita.
(continua)
Chamo-lhe Studium Generale, o nome dado às universidades medievais, na convicção de que este método e plano é pouco qualificado/preparado, de acordo com o que diria o sistema, o ensino oficial. É, pois, algo primitivo, medieval ; na escolha dos temas e áreas, principalmente.
Mas que importa isso ? Alguém, para além de mim, se interessa ? Alguém iria ler estas palavras, para examinar esta conferência, para a qualificar, categorizar, no seu núcleo de interesses ? Faço tudo isto para mim, no doloroso prazer da solidão, da satisfação de que posso mandar às malvas quem eu quiser e quando quiser. O Studium Generale é uma das gratificações que tenho em realizar que estou só.
Eis pois as matérias que o compõem :
- Latim
- Alemão
- Problemas de Xadrez
- Música (Guitarra Clássica)
- Desenho
- Programa "Grandes Livros" ( do Cânone Ocidental )
No que diz respeito a avaliação/examinação, há formas de aferir a progressão na aquisição dos conteúdos. Há livros para isso, com provas e as respectivas soluções ; creio que há exames online ; há escolas onde me matricular ; e finalmente - no que toca à Música e ao Desenho, intuitivamente e por ouvido saberei se a coisa está ou não bem feita.
(continua)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Bazar de textos III - Blues/Fado do Alcoólico
1
Eu era um alcoólico
Não era nada que se veja
A vida era ingovernável
A namorada era a cerveja
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
2
A mulher disse-me um dia
Isto vai acabar mal
Vou-me embora com os putos,
Tu vais parar ao hospital
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
3
Numa noite d´insanidade
Era tão grande a bebedeira
Dei com a tromba no passeio
E parti a cremalheira
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
4
Até eu fiquei cansado
De me vomitar e partir todo
Não posso voltar ao copo
Porque assim é que me fodo
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico (OH YEAH)
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
5
Comecei a ir às salas
Daquela irmandade
Até conheci umas chavalas
Redescobri a felicidade
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
Eu era um alcoólico
Não era nada que se veja
A vida era ingovernável
A namorada era a cerveja
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
2
A mulher disse-me um dia
Isto vai acabar mal
Vou-me embora com os putos,
Tu vais parar ao hospital
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
3
Numa noite d´insanidade
Era tão grande a bebedeira
Dei com a tromba no passeio
E parti a cremalheira
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
4
Até eu fiquei cansado
De me vomitar e partir todo
Não posso voltar ao copo
Porque assim é que me fodo
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico (OH YEAH)
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
5
Comecei a ir às salas
Daquela irmandade
Até conheci umas chavalas
Redescobri a felicidade
REFRÃO :
Sim, eu era um alcoólico
Sem auto-estima nem lisonja
Perdi um emprego fixe
Porque bebia como uma esponja
Poesia X : Minerva me enerva
Ei-los tão bem alinhados
Soldados numa parada
De sabedoria ou nada
E de muitas cores fardados
Em vários discursos lentes,
Eles olham com a frieza
Tão própria da proeza
De fazer-nos sapientes
À noite, às vezes pergunto
Talvez estejam a falar
Bem poderiam partilhar
Qualquer que fosse o assunto
Em palavras parecidas,
Talvez um dia a sonhar
Veja livros a conversar
De maravilhas escondidas
Picando com sua lança
A deusa como louca ri
Pelos livros que nunca li
E deixo-me ir na dança
Poesia IX : Luar de Cemitério
Sei de um jardim palacial
Onde no meio da vereda
Ouves o fru-fru da seda
De um fantasma glacial
Beleza,misteriosa
Eis a mulher de cristal,
Pr´á lém do bem e do mal
É negra a sua rosa
É frio o nevoeiro
Que permeia o labirinto
Viro no quarto ou no quinto?
Ou será no derradeiro?
Num rir sobrenatural,
Diz-me que em todo o frio
É Orfeu que eu recrio
Que tudo vai acabar mal
Era fútil a caçada
De facto assim acontece
Nada é o que parece
E tudo acab´em nada
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